domingo, 24 de janeiro de 2016

Quando fui escolhida pela Pedagogia...

Você já deve ter escutado alguém dizer "não fui eu que escolhi a Pedagogia, a Pedagogia que me escolheu", não é mesmo? Pode parecer clichê - e, às vezes, é mesmo! - mas a Pedagogia é uma área de escolhas. Desde o início, você é tomado por escolhas que vão te definindo, te moldando enquanto profissional na área da Educação, até que ! A Pedagogia te escolhe. Não tem volta, não tem desculpa, não tem como fugir. Você sente cada pedaço do seu coração encantado pela Educação... Vou te contar como aconteceu comigo, só para te mostrar que a minha teoria faz sentido. Em 2010, terminei o Ensino Médio com os melhores amigos que eu poderia ter, foi um chororô para todos os lados. O que mais nos preocupávamos era que estávamos oficialmente crescidos e precisávamos tomar decisões importantes para o nosso futuro. O que eu vou ser quando crescer? Fiz o ENEM e tive uma boa nota, mas não tinha muita orientação e acabei não usando a nota no primeiro semestre de 2011. Acho que é por isso que eu faço questão de orientar todas as pessoas que eu conheço e que estão passando por essa transição escola-faculdade. Pois bem, eu terminei a escola com 17 anos e não tinha a mínima noção do que eu queria ser. Naquela época, eu já era catequista na minha paróquia e já tinha trabalhado como monitora numa casa de festas infantil, mas você acha que eu pensei em Pedagogia? Que nada! Pensei eu, "vou fazer psicologia, é uma carreira legal e deve ter emprego pra caramba!" e fui. Como disse antes, prestei vestibular mas não usei minha nota em nenhuma universidade, porque eu sinceramente não me achava capaz de disputar com outras pessoas que faziam cursinho. Com a ajuda financeira do meu pai, comecei a estudar Psicologia na Estácio, uma universidade particular bem conceituada. E eu adorava, de verdade! Não me imaginava, de jeito nenhum, atuando como psicóloga. Talvez, como psicóloga numa escola. Eu me dava bem com as crianças, poderia ajudá-las. Mas imaginar era bem complicado... Até que o curso ficou bem caro. Bem caro mesmo. Meu pai nunca me pediu para trancar ou sair, mas era notório que ele estava se apertando para pagar cada uma das mensalidades... O segundo semestre estava se aproximando e o SiSu abriu novamente. Comecei a pesquisar aqui e ali, perguntei muita coisa para muitas pessoas e tomei uma decisão: eu iria ingressar numa universidade pública. Fiquei em dúvida quanto ao curso, acho que parte de mim já sabia que eu não me enxergava atuando como psicóloga... Pensei em Enfermagem (porque na época, eu tinha começado um curso técnico de enfermagem para ver se eu conseguia me encantar por outra área, mas não deu muito certo quando começamos a trabalhar com pessoas e agulhas). Pensei em Letras, eu gostava de Português e tinha acabado de terminar o curso de Inglês no FISK. Aí, caiu a ficha. Já que é para ser professor, quero ser professora dos pequetitos. Cadê o curso que faz isso, Brasil? Aí, eu me deparei com a Pedagogia. E fui, com a cara e a coragem, me inscrever no tal curso. UNIRIO. Turno Vespertino. 40 vagas. Lembre-se que você precisa ficar de olho nas próximas chamadas. Vai dar certo, tem que dar. Não contei para ninguém, só uma amiga sabia. Me inscrevi. A nota de corte ainda estava mais baixa que a minha. Marquei o dia do resultado no calendário e programei o despertador para o horário que o SiSu abria. No dia 22 de junho, estava lá. 23º colocada. A vaga era minha. Todos estavam dormindo aqui em casa. Tive que conter a minha ansiedade para esperá-los acordar e contar a novidade. Meu pai irradiava alegria. Ligou para minha avó, para o meu tio, contou para todos os clientes. Minha mãe quase infartou. Urca é muito longe! Como você vai para lá? Sozinha? O trem é perigoso! Coisas de mãe... Visitei a universidade três vezes antes de começar oficialmente a estudar lá. Minha vó e minha mãe foram comigo, inclusive no dia da apresentação dos documentos. Aquilo era um alívio. E a história só estava começando...

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